7 de junho de 2014

Se me furtas, de quem é a culpa?

Ah! Quanto plural no seu abraço
coisa boa nessa andança da vida
faz eu esquecer...do quê mesmo?
e para quê eu quero lembrar
se cada abraço é um pedaço de...sei lá!
É espaço onde cabem o promíscuo e o profícuo.

No reflexo o prospecto da minh´alma
que habita nesse meu ser
ser insana, profana, um ser que ama
quanta coisa!
Atravesso a rua, bebo café andando
...penso em ti...
Olho o relógio
- Tempo, tempo, quem dera eu fosse sua dona!

Quanta curva em um só dia
às vezes todos os dias só levam ao mesmo lugar
poucas curvas diferentes
tantas vidas displicentes
quase tudo a mesma cor.
Para quê saber da culpa?
Se o que importa é que me furtas
o tempo...o tempo...os olhos, as mãos
o pensamento, o tempo...o tempo
e depois o jeito é ajeitar
os minutos que sobram
porque as horas, vixe! Essas já se foram e não voltam mais.

Nesse seu abraço é que deve estar a culpa
Ou está na minha redenção?
Quando deixo que tu fiques e que prenda a minha atenção
tanto tenho no breve enlaço dos seus braços
às vezes afrouxa
às vezes aperta,
é...cada abraço tem seu laço.

Tu é que me furtas ou eu é que cedo?
Cedo caminho pensando em ti e as vezes cedo te faço carinho.
Ah! Se tu soubesses quanto furtas de mim
acharias que teu caso é de prisão sem fim
Essa culpa porque me furtas é minha? Ou sua então?
Seja lá de quem for
- Ora, seu moço, desculpo não!
Não revogo...deixa assim e que me furtes
que há de se fazer?
É só paixão
...e paixão é mesmo assim!

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