Ah! Quanto plural no
seu abraço
coisa boa nessa andança
da vida
faz eu esquecer...do
quê mesmo?
e para quê eu quero
lembrar
se cada abraço é um
pedaço de...sei lá!
É espaço onde cabem o
promíscuo e o profícuo.
No reflexo o prospecto
da minh´alma
que habita nesse meu
ser
ser insana, profana, um
ser que ama
quanta coisa!
Atravesso a rua, bebo
café andando
...penso em ti...
Olho o relógio
- Tempo, tempo, quem
dera eu fosse sua dona!
Quanta curva em um só
dia
às vezes todos os dias
só levam ao mesmo lugar
poucas curvas
diferentes
tantas vidas
displicentes
quase tudo a mesma cor.
Para quê saber da
culpa?
Se o que importa é que
me furtas
o tempo...o tempo...os
olhos, as mãos
o pensamento, o
tempo...o tempo
e depois o jeito é
ajeitar
os minutos que sobram
porque as horas, vixe!
Essas já se foram e não voltam mais.
Nesse seu abraço é que
deve estar a culpa
Ou está na minha
redenção?
Quando deixo que tu
fiques e que prenda a minha atenção
tanto tenho no breve
enlaço dos seus braços
às vezes afrouxa
às vezes aperta,
é...cada abraço tem seu
laço.
Tu é que me furtas ou
eu é que cedo?
Cedo caminho pensando
em ti e as vezes cedo te faço carinho.
Ah! Se tu soubesses
quanto furtas de mim
acharias que teu caso é
de prisão sem fim
Essa culpa porque me
furtas é minha? Ou sua então?
Seja lá de quem for
- Ora, seu moço,
desculpo não!
Não revogo...deixa
assim e que me furtes
que há de se fazer?
É só paixão
...e paixão é mesmo
assim!
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