Adormece...esquece que
você esmorece
quando sofre
recobra o sentido do
que é existido
lembra que tens alma
mesmo que ela esteja calejada
ainda que ela seja um
detalhe que você esquece.
Eu bem me lembro da sua
feição marejada
e dos seus olhos
chorosos.
Às vezes, há tanto que
me lembro
eu recordo que acordo,
me acho e me perco
e deixo que o tempo se
faça de berço, às vezes eu deixo.
Às vezes eu paro...é às
vezes eu boto reparo no que me entristece
e faço reparo no que
não está bom.
Às vezes eu só choro e
cobro o porquê das lágrimas
converso com esse tal
de tempo
eita coisa que enrola o
coração alheio
revira e faz a gente
virar do avesso
Às vezes eu só paro
e...respiro...suspiro...esvazio
me esvazio de alguns
sentimentos
me ponho de castigo,
busco um colo de acalento.
E não raras
vezes...apenas sorrio
um sorriso verdadeiro,
polido no que foi morteiro
sorriso que veio lá da
tristeza.
Às vezes eu deixo ela
no caminho
às vezes ela me
encontra
e toma um café comigo
eu abro a porta e digo
mesmo
- Tristeza, vá embora!
Mas é coisa teimosa
Às vezes faz birra e
não vai
não vai...
Às vezes, eu a entendo
Às vezes, eu a odeio
Às vezes, eu não a vejo
em nenhum lugar
e tem tanta graça nesse
momento
dá até para gargalhar
marulhar...ir para a
chuva se molhar
Às vezes dá para ser
feliz
Às vezes a vida deixa
Às vezes...
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