23 de junho de 2014

ÀS VEZES

Adormece...esquece que você esmorece
quando sofre
recobra o sentido do que é existido
lembra que tens alma mesmo que ela esteja calejada
ainda que ela seja um detalhe que você esquece.
Eu bem me lembro da sua feição marejada
e dos seus olhos chorosos.

Às vezes, há tanto que me lembro
eu recordo que acordo, me acho e me perco
e deixo que o tempo se faça de berço, às vezes eu deixo.
Às vezes eu paro...é às vezes eu boto reparo no que me entristece
e faço reparo no que não está bom.
Às vezes eu só choro e cobro o porquê das lágrimas
converso com esse tal de tempo
eita coisa que enrola o coração alheio
revira e faz a gente virar do avesso
Às vezes eu só paro e...respiro...suspiro...esvazio
me esvazio de alguns sentimentos
me ponho de castigo, busco um colo de acalento.
E não raras vezes...apenas sorrio
um sorriso verdadeiro, polido no que foi morteiro
sorriso que veio lá da tristeza.

Às vezes eu deixo ela no caminho
às vezes ela me encontra
e toma um café comigo
eu abro a porta e digo mesmo
- Tristeza, vá embora!
Mas é coisa teimosa
Às vezes faz birra e não vai
não vai...
Às vezes, eu a entendo
Às vezes, eu a odeio

Às vezes, eu não a vejo em nenhum lugar
e tem tanta graça nesse momento
dá até para gargalhar
marulhar...ir para a chuva se molhar
Às vezes dá para ser feliz
Às vezes a vida deixa
Às vezes...

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