Eu pedi a conta seu moço, reclamei da minha falta de tempo e dos poucos abraços, eu não
via na via onde eu caminhava nem aperto e nem espaço, não sei se variei das
moléstias do coração, dessas febres da paixão, ainda não sei se foi a tempestade
da cidade que ventou a solidão, teve uma hora que nada mais restou, ecoou
minhas lembranças lá pras bandas da saudade e ficou, eu só virei as costas e
deixei, nem sei o que restou...
Ora, seu moço, não fique com pena não, eu paguei a conta, não devo mais nada para aqueles lados e já ando arrumando por aqui mesmo os meus
novos pecados...
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