3 de junho de 2015

Ainda não...não ainda!

De tanto que eu já falei e de tanto que já ouvi, seus olhos foram os que me disseram as melhores coisas, esses que ontem me falaram da saudade e me pediram para eu não abrir a porta do carro e junto com a sua voz sussurrada: “fica comigo essa noite”!
Envolve-me bem perto da sua respiração e eu me pergunto: “será que ele pode ouvir as batidas fortes do meu coração?”, meus pensamentos com certeza você ouve.
Uma afirmação que veio de você: “comigo você sorri!”, é isso, meu sorriso como da primeira vez depois da nossa dança: “verei você amanhã com esse sorriso lindo?” e eu que lhe encontrei a perambular por aí sozinho, e me tornei sua companheira inseparável, sua amiga e sua confidente.
Vemo-nos tanto, nos amamos tanto, a mesma mensagem ainda recebo: "saudades" sempre como se fosse a primeira.
É só um abismo desses que dá medo, mesmo assim me perco, me perco quando ajeita o meu cabelo e suavemente o meu pescoço beija, ainda que não possamos, ainda que seja à surdina, é nosso momento, só nosso, ainda me abraça do mesmo jeito, me olha do mesmo jeito e reclama que não te falei bom dia.
Afago seu cachorro, você abre um vinho, pergunta do meu dia, pergunto do seu dia, a tv fala sozinha enquanto ouço: “você está longe, vem mais pra perto de mim!” e chego tão perto que me arrepia.
Ah! Esses olhos assustados de preocupação, que prestam atenção e o carinho das suas mãos que me cuidam.
Que outros tomem nosso tempo, nossos dias, jamais domarão nossos pensamentos, só nós sabemos tudo o que nos lembra e ninguém é dono disso.
Lembranças que ninguém arranca, vontades que ninguém controla, até quando meu bem?
- Não sabemos!
O que posso afirmar é que estamos um no outro de tal maneira que nenhuma barreira ainda conseguiu separar!

Nenhum comentário:

Postar um comentário