3 de agosto de 2015

O que foi?

Quanto eu já tive de entender e de aceitar.
A dor foi maior em mim ou em você? Quem sabe...quem ousaria responder...
Ferve uma água e faz um chá, um café ou deixa ela fazendo barulho, igual ao sentimento fervendo, cabeça sem entender, coração descompassado.
 Quem é o culpado? Foi a história mal explicada? Os segredos talvez? Quem sabe foi a sua cara amassada numa manhã de sábado feliz. Foi a felicidade que atrapalhou? Foi a chuva? O frio? Foi o gelo do coração ou o calor da alma? Foi a luz da Lua que atrapalhou a sua escuridão? Foi a lembrança que atrapalhou o raciocínio? Foi o egoísmo? Ou foi tudo que se dividiu? Foi o abrigo do abraço? Foi o cansaço de esperar passar a gripe? Foi a sopa que encontrou o estômago vazio e aqueceu o coração? Foi o vinho que balançou a ideia e molhou os lábios? Foi a gota do chuveiro quente ou da situação esgotada? Sabe o que é não viver um amor? Sabe o que é a dor da falta? Mas me diga, essa raiva aí é amor ou é só a saudade e mais nada?
...é só um silêncio, isso não quer dizer porta trancada é uma maneira que às vezes se acha de guardar o sentimento que é muito grande. Sabe esse amor que ultrapassa?
É só um jeito seu moço de tentar ajeitar dentro do coração a saudade junto com a pessoa amada!

3 de junho de 2015

Ainda não...não ainda!

De tanto que eu já falei e de tanto que já ouvi, seus olhos foram os que me disseram as melhores coisas, esses que ontem me falaram da saudade e me pediram para eu não abrir a porta do carro e junto com a sua voz sussurrada: “fica comigo essa noite”!
Envolve-me bem perto da sua respiração e eu me pergunto: “será que ele pode ouvir as batidas fortes do meu coração?”, meus pensamentos com certeza você ouve.
Uma afirmação que veio de você: “comigo você sorri!”, é isso, meu sorriso como da primeira vez depois da nossa dança: “verei você amanhã com esse sorriso lindo?” e eu que lhe encontrei a perambular por aí sozinho, e me tornei sua companheira inseparável, sua amiga e sua confidente.
Vemo-nos tanto, nos amamos tanto, a mesma mensagem ainda recebo: "saudades" sempre como se fosse a primeira.
É só um abismo desses que dá medo, mesmo assim me perco, me perco quando ajeita o meu cabelo e suavemente o meu pescoço beija, ainda que não possamos, ainda que seja à surdina, é nosso momento, só nosso, ainda me abraça do mesmo jeito, me olha do mesmo jeito e reclama que não te falei bom dia.
Afago seu cachorro, você abre um vinho, pergunta do meu dia, pergunto do seu dia, a tv fala sozinha enquanto ouço: “você está longe, vem mais pra perto de mim!” e chego tão perto que me arrepia.
Ah! Esses olhos assustados de preocupação, que prestam atenção e o carinho das suas mãos que me cuidam.
Que outros tomem nosso tempo, nossos dias, jamais domarão nossos pensamentos, só nós sabemos tudo o que nos lembra e ninguém é dono disso.
Lembranças que ninguém arranca, vontades que ninguém controla, até quando meu bem?
- Não sabemos!
O que posso afirmar é que estamos um no outro de tal maneira que nenhuma barreira ainda conseguiu separar!

12 de janeiro de 2015

O destino é um pregador de peças que vez ou outra passa para lembrar-nos que estamos vivos aqui em cima dessa esfera onde a gravidade é soberana, no meio de um universo que se curva e onde nós, seres pensantes, carregamos um músculo com "vontade própria" onde depositamos as saudades, resquícios de amor.
Nesse espaço em que estamos quem tem coragem, corre um risco enorme de ser feliz!
O amor é o mais antigo e o melhor de todos os clichês!