9 de dezembro de 2014

Dá licença pra eu lhe falar de amor?

Morreu foi?
Tropeçou, caiu e morreu. 
Não deu tempo de fazer nada, aconteceu de repente.
Não se amue não, vou contar uma história e você vai entender.

Não sei por que, a moléstia me pegou uma vez e aquilo doía.
-Mas moléstia pega mesmo né?
Foram tempos difíceis, noites de febre, dias em que eu nem vi o sol, não porque eu não saia, eu é que não reparava mesmo.
E como um raio, aquela mão que eu tanto precisava se foi para longe e eu só queria que segurasse a minha.
-Segure aqui a minha mão, isso vai passar! Isso é pedir demais? Naquela época foi.
E dia após dia eu me recuperei e me consumi numa raiva por ter ficado só. Ora! Pense numa raiva viu!
-Onde já se viu isso? Quando dá a moléstia a gente cuida... A gente cuida...
Depois de passada a raiva eu fui entender que aprendi uma das maiores lições da vida.
-Não se desiste de cuidar de quem a gente gosta!
Vou lhe dizer que é muito fácil quando a outra pessoa está bem, quando tudo está tranquilo, aí é bonito mesmo perguntar: “tudo bem com você?” “Como você está?”.
Mas quando se tem a moléstia e não dá para fazer muita coisa você se ajeita ao lado da pessoa e espera aquilo passar.
O amor é esse cuidado em qualquer ocasião e às vezes é não poder fazer nada.

Tem sentimento que é assim: tropeça, cai e morre.

Mas o amor não aceita isso, ele não vira as costas e não te nega a mão.
Quem ama cuida mesmo que aquilo lhe custe caro, tome tempo, amofine, canse...
-A moléstia pega mesmo, mas passa! E é muito melhor esperar ela passar quando alguém lhe segura a mão.

Que é que falam do amor por aí? Só ouvi dizer isso mesmo, ou se não ouvi, aprendi com a moléstia.
-Quem ama cuida!

3 de dezembro de 2014

Para infinitas ânsias, plástico bolha
Mais uma taça! Coleciono rolhas
Me encontro mais cedo, contorno meus medos,
é de paixão que eu convalesço...

DEZEMBRO

Desmembre-se de tudo o que lhe faz mal... Dezembre-se!
Ame com mais intensidade pelo restante do final... (do ano)
Para janeirar o novo e o que continua...
E de mês em mês enquanto o tempo se vai,
há sempre vida para colher e há sempre vida para plantar!