Estou no
centro do tempo, às vezes sem tempo...me invento!
Você está no
centro, com seu medo, anseio, receio...esteio de alma, estreito.
Estreita é
essa passagem que vai até o seu coração, me aperto, me espremo, me sufoco, me
esforço e ganho um beijo.
Deleito e me
ajeito, no jeito que você tem, me aprumo, me arrumo e saímos da casca, saímos
de casa para dançar, amareamareamar...e no fundo dos seus olhos me vejo, me
perco,me deixo ficar no centro.
Não sou eu
que tantas vezes vou, é você que sempre vem e me tem, me detém e contém aquilo
que me faz ser além. Ficamos além, alheios, sem meios, sem voltas, sem espaço.
Para o
espaço tantas vezes eu lhe joguei, lhe deixei, e quis que o destino levasse você e não trouxesse mais. Voltei
atrás...
A razão
competindo com o coração e eu sem ação, sem reação fiz pedidos ao nada...Que
suma! Que vá! Que venha! Que fique! Ah! Já tomei tanta decisão...
E para
tantas, pensei. Onde afinal vou enfiar essa paixão?
É paixão,
meu Deus...de onde vem? Dá para devolver? Devolver para quem?
Parei com as
indagações!
Melhor
deixar, vivar, viver, ver o que mais tem nessa estreita passagem que vai até o
seu coração.
Melhor aquietar e aproveitar que desisti de
lhe abandonar!