A vacuidade do meu espaço, tornou-se meu mundo durante grandes pedaços de desencontros, caminhos turvos que na incerteza me fizeram acreditar na felicidade, uma felicidade desconhecida e desejada mais que a vida plena.
Angústias colhidas, passos deixados sozinhos, sonhos nascidos e mortos dentro de mim, nada mais a esperar, nem a acreditar. E você...surge do nada! Trazendo nos braços a fortaleza para quebrar o "eu" carregado de incertezas e desconsolos.
Ah! E o amor! O verbo incerto que meu peito conjugava, agora havia um pronome: você! A beleza escondida e descoberta, a história escrita nas páginas de um livro, cujo título: nós!
Os olhares perdidos tomavam rumos, as mais belas canções embalavam noites de volúpias, tudo se resumia no plural mais único, tornamo-nos "um", era essa a explicação e nada fazia sentido.
Nos encontramos perdidos no nada em que estávamos refugiados. Nos completamos. Acreditamos na vida, no amor incondicional e puro. No oceano não caberia nossos sentimentos, o voo livre do pássaro não explica a liberdade das nossas almas, que se misturam e revelam o segredo do coração, precisamos respirar o ar que formamos juntos.
Não temos nada, nem queremos nada, o pecado perdoou nossos atos, a saudade foi embora com a solidão, sonhos sozinhos não existem mais, porque depois que nos conhecemos nada há, além do amor que aplaude a nós no belo palco de nossas vidas...