2 de dezembro de 2012

BUSCANDO

 A vida vai passar, vai sumir no espaço do tempo, no desencontro ou no encontro eterno,  ficarão marcas boas e ruins, haverão lágrimas e sorrisos sem fim.
 Desistir não deve fazer parte, mas desistimos, ficamos com medo e deixamos isso nos prender em dúvidas e por vezes nos arrependemos, mas mesmo assim, as vezes não lutamos pelo que queremos, e sofremos, choramos, nos enfraquecemos.
 Mas a vida, ah! ela vem e te da uma nova chance, um novo dia, todos os dias, que vai passar!
 E podemos viver, amar, nos arrepender, pedir desculpas, desculpar alguém, podemos fazer tantas coisas ou fazer nada e ver simplesmente a vida passar e sumir no espaço...a chance está aí, a oportunidade nos chama, nada na vida vai acontecer se apenas esperarmos, ninguém vai fazer parte de  nossas vidas se não deixarmos entrar.
 O que acontece é só questão de querer ou não!

PASSOS

 Aquele silêncio que você me deu, naquele momento, foi a única coisa que tive, foi tudo o que você pode me dar...mas foi preciso eu suportar a dor do seu silêncio, para ouvir os meus pensamentos, para me reencontrar.
 Foi preciso você ficar sozinho com o seu silêncio e perceber que seus dedos já não tinham a minha pele para tocar, que seus olhos já não tinham o meu sorriso para apreciar, que a vida já não caminhava por onde você estava acostumado a andar.
 Foi o silêncio que incomodou a sua alma, por não haver mais o barulho do meu coração perto do seu.
 E estranhamente a vida caminha no silêncio da gente, no barulho de fora. E assim o tempo vai ensinando, que se não temos alguém fazendo barulho em nossas vidas e nem temos à quem fazer barulho, é porque não fazemos parte de nada, nem mesmo de nós.

21 de novembro de 2012

Gentilmente a vida...eu e você

 A vacuidade do meu espaço, tornou-se meu mundo durante grandes pedaços de desencontros, caminhos turvos que na incerteza me fizeram acreditar na felicidade, uma felicidade desconhecida e desejada mais que a vida plena.
 Angústias colhidas, passos deixados sozinhos, sonhos nascidos e mortos dentro de mim, nada mais a esperar, nem a acreditar. E você...surge do nada! Trazendo nos braços a fortaleza para quebrar o "eu" carregado de incertezas e desconsolos.
 Ah! E o amor! O verbo incerto que meu peito conjugava, agora havia um pronome: você! A beleza escondida e descoberta, a história escrita nas páginas de um livro, cujo título: nós!
 Os olhares perdidos tomavam rumos, as mais belas canções embalavam noites de volúpias, tudo se resumia no plural mais único, tornamo-nos "um", era essa a explicação e nada fazia sentido.
 Nos encontramos perdidos no nada em que estávamos refugiados. Nos completamos. Acreditamos na vida, no amor incondicional e puro. No oceano não caberia nossos sentimentos, o voo livre do pássaro não explica a liberdade das nossas almas, que se misturam e revelam o segredo do coração, precisamos respirar o ar que formamos juntos.
 Não temos nada, nem queremos nada, o pecado perdoou nossos atos, a saudade foi embora com a solidão, sonhos sozinhos não existem mais, porque depois que nos conhecemos nada há, além do amor que aplaude a nós no belo palco de nossas vidas...

19 de novembro de 2012

continuando

 É preciso muito mais do que podemos imaginar, para refazer ou realizar, sem deixar que sonhos e tropeços desfaçam a vontade de continuar.
 Continuar assim de pés descalços machucando-se em espinhos, e desfazer, desamar, desarmar a alma, torna-se necessário.
 Um nó na garganta que amarra a vontade de ter no peito um coração batendo e pedindo para continuar.
 Muito mais do que necessário é a única opção: levantar-se, apoiar-se em quem primeiro se aproximar.
 Saber agradecer por mais um longo dia, por mais uma noite infindável, por uma saudade a menos, porque essa sim, começa enorme, sufocando, sugando todas as forças e por mais que não se acredite ela diminui, se desfaz...enquanto a saudade vai, a vida volta, não há espaço no mesmo corpo para as duas.
 Várias vezes somos fracos, nos sentimos fracos e faz parte, cada pedaço do espírito vai se recompondo por cima dessa fraqueza.
 O remédio? Bom humor! Boa educação! Não colecionar inimigos!
 E do mesmo jeito que sofremos, há outra pessoa que sofre também, ninguém ama sozinho e por mais que se negue, jamais passamos pela vida de alguém sem deixar marcas boas ou ruins...
 Não se anula pessoas, nem sentimentos. Deus o tempo todo sopra a felicidade, mesmo que não enxergamos...ou viramos as costas para ela...!

18 de novembro de 2012

Poesia....para acalmar a alma...

"Amo!"
Amo a terra! Amo o sol! Amo o céu! Amo o mar!
Amo a vida! Amo a luz!  Amo as árvores! Amo
a poesia que escrevo e entusiasta declamo
aos que sentem como eu a alegria de amar!

Amo a noite!  Amo a antiga palidez do luar!
A flor presa aos cabelos soltos de algum ramo!
Uma folha que cai! Um perfume no ar
onde um desejo extinto sem querer inflamo!

Amo os rios! E a estranha solidão em festa,
dessa alma que possuo multiforme e inquieta
como a alma multiforme e inquieta da floresta!

Amo a cor que há nos sons! Amo os sons que há na cor!
E em mim mesmo - amo a glória de sentir-me um Poeta
E amar imensamente o meu imenso amor!.

(Poema do Autor J. G. de Araujo Jorge)

17 de novembro de 2012

...assim...

Quando tudo parece aceito, concluído, volta-se ao primeiro passo e recomeçar se torna mais difícil que da primeira vez, mas a vida não deixa para depois o que for para hoje, nada termina se não for para voltar assim, tudo de novo, de um jeito diferente, de um jeito necessário, para qualquer ser humano difícil é entender que quando se diz que o que mais importa na vida são as curvas da estrada, quando se parece que todas as curvas são iguais...ignorância...cada curva pode parecer a mesma, mas a reta que você andou até chegar nela, com certeza não, e os passos têm de ser dados...todos os dias, um a um...exatamente...assim...